BOM DIA, COORDENADORES , ALUNOS E ALUNAS DOS CURSOS DE DIREITO E DE PEDAGOGIA
De blog para Blog. O mundo de Sofia.
Li um comentário sobre O mundo de Sofia nesse blog
http://www.livrosebooks.net/e-book/o-mundo-de-sofia
e pensei em compartilhar com alunos (as) de Pedagogia e Direito.
Eu já soube do trabalho interessante que foi desenvolvido na Unidade do UNIS – FATEPS Três Pontas sobre o esse livro, uma parceria do Curso de Pedagogia com o curso de Direito.
COMENTÁRIO DO BLOG
Vamos resumir: um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola. E porque se trata de um coelho muito grande, este truque leva bilhões de anos para acontecer. Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem.
Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima. Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência. Alguns deles não chegam a concluí-la, mas outros se agarram com força aos pêlos do coelho e berram para as pessoas que estão lá embaixo, no conforto da pelagem, enchendo a barriga de comida e bebida:
— Senhoras e senhores — gritam eles —, estamos flutuando no espaço!
Mas nenhuma das pessoas lá de baixo se interessa pela gritaria dos filósofos.
— Deus do céu! Que caras mais barulhentos! — elas dizem.
E continuam a conversar: será que você poderia me passar a manteiga? Qual a cotação das ações hoje? Qual o preço do tomate? Você ouviu dizer que a Lady Di está grávida de novo?
Postado por Daneel, Segunda, 06/15/2009 - 22:31
FILOSOFAR
Hoje, pela manhã, enquanto tomava café,ouvia o filho de nossa colaboradora, de seis anos, brincar sozinho, no que as pedagogas diriam “seu mundo imaginário”, ele dizia:
-Vou tirar o seu recreio e a educação física, por que você está conversando muito em sala de aula.
E continuou a representação com fala e objetos representativos.
A sala de aula era o terraço de minha casa.
Pensei na representação da realidade que ele explorava na sua fantasia, e indaguei-me se aquilo não era filosofar. Quanto engrandecedor seria que pudéssemos permitir e participarmos de momentos filosóficos em muitos espaços, inclusive em sala de aula.
Filosofar,permitir entrar em espaços de probabilidades e descobrirmos muitas coisas sobre nós e sobre o outro.
Inclusive na área do Direito há muitos seriados que possibilitam isso, levantam hipóteses para resolver casos.Sobre isso,tenho uma filha ,que adora ver seriados dessa natureza, pois faz história e a questão filosófica muito a atrai, porque ligada em arqueologia, exercitar –se filosoficamente é imprescindível.
UMA QUESTÃO PARA SE PENSAR PARA OS CURSOS DE DIREITO E DE PEDAGOGIA:
Desde quando filosofamos?
Quando exercemos esse direito tão primordial de falar “com nossos botões”, como diria minha avó?
Faça seu comentário.
AGUARDO , Profa.Ligia.
O Mundo de Sofia é realmente uma leitura bastante estimulante! Abre portas para buscarmos mais, querermos conhecer um pouco mais de tudo que nos parece ao mesmo tempo óbvio e distante. Nos coloca em um paralelo e deixa aquela sensação de "Como não pensei em nada disso antes?". Aí, pode-se até mesmo chegar em conflitos mais enraizados. Não pensamos porque não queriam que pensássemos. Já diz um trecho da música Xanéu Nº 5, de "O Teatro Mágico": "Acesso é poder e o poder é informação". A filosofia acaba também nos remetendo à semiótica, uma disciplina da comunicação que antes de tudo nos estimula a buscar o que está por trás de cada coisa, o lado subliminar. cada cor, cada mensagem, cada palavra escolhida tem uma razão própria para estar onde está. Nada é comunicado por acaso e isso não é teoria de conspiração, nem nada parecido. Incluir a filosofia na educação básica é um ponto muito importante, mas é preciso ter o cuidado de não deixar o assunto cair na mesmice. Não deixar os alunos pensarem que estão tendo o direito de pensar além, quando na grande maioria das vezes não estão. É preciso estimular de fato e contribuir para uma sociedade mais crítica e consciente.
ResponderExcluirThayane Viana
Ex-aluna Jornalismo
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